Carboxiterapia
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carboxiterapia1O que é carboxiterapia, conhecida também como carbox?

A Carboxiterapia (Carbox) é o termo conhecido na terapêutica subcutânea (hipodérmica) de Anidro Carbônico – CO2 – Gás Carbônico. Ou seja, é a moderna técnica usada na medicina estética na qual é utilizada a admnistração do gás carbônico com fluxo constante e controlado.

É injetado no tecido subcutâneo utilizando-se uma agulha muito fina e pequena (agulha usada para aplicar insulina), melhorando a circulação e oxigenação dos tecidos.


Além da dermatologia e medicina estética, outras especialidades médicas também se beneficiam da carboxiterpia desde o início do séc. XX, como: utilizada como contraste em arteriografias (exame laboratorial), angiologia, urologia, reumatologia, e outros. Em cirurgias endoscópicas utiliza fluxos de até1000 ml/min com segurança e os volumes totais freqüentemente ultrapassam 10 litros, sem que haja efeitos sistêmicos significativos. É um método de fácil execução e com ampla documentação científica.


A aplicação de gás carbônico é feita diretamente nas áreas necessárias. A partir do ponto de injeção, o gás carbônico se difunde rapidamente para as áreas adjacentes, e através do aumento da perfusão sanguínea e aumento do metabolismo local, há a redução de medidas.

 

 

Quando é indicada a carboxiterapia?

É um tratamento usado no combate de celulites, antes e depois de lipoaspirações (prevenindo irregularidades de contorno e como tratamento complementar), gorduras localizadas, estrias e flacidez de pele assim como olheiras e rugas finas ao redor dos olhos e boca, “Papada” de pescoço (gordura) e rejuvenescimento facial, e corporal. A Carboxiterapia funciona, e é o tratamento mais moderno no Brasil, para o combate da Celulite principalmente.


A carboxiterapia é indicada para homens e mulheres. É um procedimento ambulatorial, minimamente invasivo e um tratamento rápido, efetivo, prático e seguro.

Como e quando surgiu?

Desenvolvida na França nos anos 30 (Águas Termais de Royat) para tratamento de arteriopatias obliterantes e liderada pelo Dr. Jean Baptiste Romuef através de um estudo de aproximadamente 20 anos. Hoje apenas neste balneário são realizados 25.000 tratamentos por ano, o que atesta não só a grande eficácia do método, como também sua segurança. Desde então, vem sendo amplamente utilizada em várias áreas da medicina.
Na Itália onde se utiliza há pelo menos 10 anos, é hoje a terapêutica de escolha na celulite, bem como o principal método complementar na obesidade localizada.

Como funciona?

O gás carbônico é produzido naturalmente pelas células do nosso organismo, sendo um produto do nosso metabolismo celular. Ele é totalmente inócuo para o nosso organismo, um gás atóxico não embólico pois, é produzido pela nossa expiração, pois inspiramos oxigênio (O2) e liberamos gás carbônico (CO2) na atmosfera. É transportado pelo sangue e exalado pelos pulmões.
Em situações de repouso nosso corpo produz cerca de 200 ml/min de gás carbônico, aumentando em até 10 vezes frente a esforços físicos intensos. Durante o tratamento, a infusão do fluxo e o volume total injetados são controlados dentre estes parâmetros, utilizando-se fluxos entre 20 e 100 ml/min e volume totais administrados entre 600 ml e 1 litro.


O gás carbônico tem grande afinidade pela hemoglobina, que é quem carrega o oxigênio no sangue. Ao ser injetado, o CO2 substitui o oxigênio (O2), que é liberado para oxigenar as células e reduzir a inflamação local. Ao se difundir pelo tecido gorduroso, o gás carbônico promove uma vasodilatação melhorando a circulação, O efeito vasodilatador controla o processo inflamatório que dá origem à “celulite”, e ao mesmo tempo promove a lipólise (quebra da gordura). A atuação contra a flacidez e celulite se dá no estímulo à produção de elastina e colágeno, contribuindo para a retração da pele que passará a ter melhor qualidade estética. A distensão da pele provocada pelo gás durante a aplicação leva a uma retração do tecido distendido e conseqüente melhora da flacidez.
A ação farmacológica do gás carbônico injetado envolve vasodilatação local com os consequentes aumentos do fluxo sanguíneo vascular e da pressão parcial de oxigênio. O aumento da pressão parcial de oxigênio é resultante da potencialização do efeito Bohr, ou seja, há redução da afinidade da hemoglobina pelo oxigênio, acarretando uma maior quantidade de Oxienio que estava retido pela hemoglobina para ficar disponível para o tecido a ser tratado.
Aparência histológica da derme antes do tratamento de carboxiterapia (BRANDI et al., 2001). Aparência histológica da derme após do tratamento de carboxiterapia, onde observa-se a derme mais espessa e o rearranjo de fibras de colágeno.(BRANDI et al., 2001).
Estudos sobre carboxiterapia realizados no departamento de cirurgia plástica da universidade de Siena na Itália (BRANDI et. al., 2001) demonstraram a ação da terapêutica do CO2 sobre a microcirculação vascular administrado pela via subcutânea, onde foi evidenciado vasodilatação através da videocapilaroscopia (Laser Doppler).

Mecanismo

carboxiterapia mecanismoO gás CO2 funciona de duas maneiras complementares:

(a) o gás CO2 simplesmente destrói mecanicamente a célula de gordura.
(b) o gás CO2 possui um grande efeito vasodilatador nos capilares locais.
Uma maior circulação sanguínea significa maior fluxo de oxigênio.
Um tecido mais bem oxigenado queima mais gordura, cicatriza melhor, produz mais colágeno.
O aumento do oxigênio é importante, pois elimina a formação de fluidos entre as células. O resultado é um menor número de células gordurosas e um subcutâneo mais firme. Portanto, utilização deste gás promove o aumento do fluxo dos vasos sanguíneos, com conseqüente aumento do metabolismo e vascularização da área a ser tratada.
As figuras abaixo (BRANDI et al., 2001) ilustram os mecanismos de ação do CO2 antes após o tratamento de carboxiterapia.

O tratamento é seguro ?

Esta registrado nas normativas da Comunidade Européia desde 2002 (CE 0051). Apresenta padrões “standard” de qualidade aplicada e segurança. Este mesmo equipamento tem aprovação de comercialização e uso pelo F.D.A. Americano e Ministério da Saúde Brasileira (ANVISA) – Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Há grande número de publicações científicas a partir dos anos 50, embora a maior parte concentre-se entre 1985 e 2002.
Deve ser feito por profissionais competentes e treinados, não pode ser feito por técnicos.

Quais são os possíveis efeitos colaterais?

Possíveis efeitos colaterais limitam-se a dor durante o tratamento, pequenos hematomas decorrentes da punção e sensação de crepitação no local e o aumento da pressão parcial que desaparece, em média, em até 30 minutos.
Não é necessário fazer repouso ou qualquer outro tipo de tratamento complementar, já que você poderá retornar às suas atividades normais ao fim de cada sessão.

REFERÊNCIAS
SITE: www.carbossiterapia.it BRANDI C. et al., 1999. “Il trattamento chirurgico delle localizzazioni addominali della lipomatosi multlipa simmetrica (LSM) integrato dalla carbossiterapia”; Unità Operativa di Chirurgia Plastica e Ricostruttiva, Università degli Studi di Siena; 48° Congresso Nazionale della Società di Chirurgia Plastica ed Estetica, Gubbio, 25-30 settembre.
BRANDI C., D’ANIELLO C., GRIMALDI L., BOSI B., DEI I., LATTARULO P., ALESSANDRINI C., 2001, “Carbon dioxide therapy in the treatment of localized adiposities: clinical study and histopathological correlations”, Aesthetic Plast Surg., May-Jun;25(3):170-4.
PMID: 11426306 [PubMed - indexed for MEDLINE]
BRANDI C., GRIMALDI L., BOSI B., DEI I., MALATESTA F., CAIAZZO E., 2002, “Unit of Plastic Surgery-University Study of Siena. The Role of Carbondioxide Therapy as a Complement of Liposuction”, The XVI Congresss of ISAPS may 26-29, Istanbul
D’ANIELLO C., BRANDI C.,.LATTARULO P., BOSI, L. GRIMALDI, 1999, Rivista italiana di chirurgia Plastica “Il ruolo della Carbossiterapia nella strategia terapeutica della LMS”

 

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